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Father and Son

ZAZI

Um dos lugares de maior desencontro que encontrei na linguagem neutra foram os ambientes onde as construções binárias não estavam apenas estabelecidas, mas são parte de como a comunidade se enxerga socialmente. Isso me trouxe um problema: como pessoa não binária que tem ume filhe, eu não podia me sentir parte sem acolher aquilo que a binariedade me oferecia como alternativa. Eu levei algum tempo pesquisando e perguntando para algumas pessoas se existia alguma alternativa válida que:

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  1. Não invalidasse, de alguma maneira, o papel e a importância que minha companheira tem nesta construção (pãe e mai nunca foram confortáveis para nós).

  2. Que acolhesse quem eu sou e o que represento para minhe filhe, sem estar fundamentado na binariedade (o que as alternativas anteriores faziam de forma descuidada).

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Foi só na conversa com o grande amigo Fernando de Sá Moreira (pai, preto, filósofo, professor universitário e entusiasta de idiomas) que surgiu a proposta de uma alternativa interessante a partir do swahíli. Semelhante a parents, que no inglês tem contexto de pai e mãe sem definição de gênero, o swahíli também tem sua palavra para genitories: wazazi. No singular, mzazi, faz referência a qualquer pessoa, indiferente do gênero ao qual se identifica, responsável por uma criança.

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A adaptação que fizemos aqui para casa foi simplória, eu sei, mas abraçou a minha necessidade. Descartamos as variações de número "wa" para plural e "m" para singular e trouxemos para a construção do português. Com isso, temos:

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Zazi - Genitore / Responsável por uma criança, composição neutra semelhante a pai e mãe.

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Zazi: Sobre mim

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